Palavras...leva-as o vento...para outras paragens, para outras almas. Tudo pelo prazer de comunicar. Uma questão de partilha.
sábado, 31 de dezembro de 2011
And the best is yet to come...
Reportando-me há 1 ano atrás
http://littlel-caos.blogspot.com/2010/12/wish-list-e-balanco-do-ano.html
consegui muito do que desejei neste 2011. O meu balanço é novamente bastante positivo. Foi um ano ainda melhor do que eu esperava. Um ano muito preenchido, muito completo, um ano de reencontros, de mudança, de crescimento.
Para 2012, mantenho os desejos anteriores, quero continuar a aprimorar o que consegui até agora. Além disso, acrescento ainda uma dose maior de mudança à minha receita de sonhos, a tal mudança projetada e ansiada. Acima de tudo, que seja a mudança que preciso e não somente a que quero. Estou cheia de vontade de continuar!
Feliz 2012 para todos!
Acredito verdadeiramente que o melhor ainda está realmente para vir...
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Uma espécie de tristeza
Estranha sensação conhecida
do meu ser revolto,
de um surgir desconfiado
a um desaparecer magoado.
Uma espécie de tristeza
num vazio preenchido,
sufocante,
grito da alma
em silêncio aprisionado,
raiva contida,
suspiro pesado.
Lembranças, sensações,
memórias das emoções vividas,
sonhos frustrados,
numa ressaca da embriaguez
do desgaste extenuado
do meu ser apaixonado.
Estranha sensação.
Revolução.
Adimensional angústia,
aperto desesperante
da emoção pensada
no âmago do meu ser
ignorante.
Luz ténue e brilhante
no caminho sombrio da mudança.
Esperança.
Pausa em movimento
contínuo e demorado,
num tempo inacabado,
em direcção a um novo estado
do meu ser viajante.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Do passar do tempo
Fazer anos é algo de supremo.
Um momento a assinalar,
celebrando a magia do passar do tempo.
Do tempo para absorver
a energia do Mundo,
único,
e da natureza incompreendida.
Do tempo para beber dos Outros,
quais mundos dentro do Mundo.
Do tempo para partilhar
as lágrimas e os sorrisos,
as fraquezas e as forças,
num rodopio de emoções.
E, apesar das aparentes contradições,
errar, acertar,
aprender, melhorar,
cair e voltar a levantar.
Tudo faz parte
do tempo.
Do tempo para penetrar
no mar profundo do ser
e reconhecer
o valor
dentro de nós.
E, numa dança contínua,
seguir o caminho,
remendando o coração,
reconstruindo a alma,
preenchida de luz,
com o passar do tempo.
Tempo: presente da vida,
para um novo começar
neste momento eterno.
Escrito em 29/11/2011 (dedicado à cunhada Carmen, pelo seu aniversário)
Um momento a assinalar,
celebrando a magia do passar do tempo.
Do tempo para absorver
a energia do Mundo,
único,
e da natureza incompreendida.
Do tempo para beber dos Outros,
quais mundos dentro do Mundo.
Do tempo para partilhar
as lágrimas e os sorrisos,
as fraquezas e as forças,
num rodopio de emoções.
E, apesar das aparentes contradições,
errar, acertar,
aprender, melhorar,
cair e voltar a levantar.
Tudo faz parte
do tempo.
Do tempo para penetrar
no mar profundo do ser
e reconhecer
o valor
dentro de nós.
E, numa dança contínua,
seguir o caminho,
remendando o coração,
reconstruindo a alma,
preenchida de luz,
com o passar do tempo.
Tempo: presente da vida,
para um novo começar
neste momento eterno.
Escrito em 29/11/2011 (dedicado à cunhada Carmen, pelo seu aniversário)
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Presente
Hoje é um dia especial. Cheguei aos 29 anos desta vida. Em tom de balanço, posso dizer que me sinto mais crescida, mais inteira, mais eu. A cada momento que passa. O conceito de presente tem, para mim, cada vez mais um significado muito profundo e simples. Estar aqui hoje, ter tantas Pessoas que se lembraram de mim e que mostram o seu carinho, ter a oportunidade de partilhar a vida com elas e crescer, devagarinho, é para mim, o verdadeiro Presente.
Deixo aqui uma prova desse carinho, uma demonstração de amor, sublime, como só o amor consegue ser. Este poema de Vinicius de Morais que se segue foi-me dedicado pela minha cunhada Carmen.
Procura-se um amigo
Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos,
basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber
ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol,
da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor,
um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse
amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam
consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que
seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos
são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo
impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de
perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que
isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo
deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e
compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e
lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova,
quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de
orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância.
Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se
viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações,
dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de
água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da
chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a
vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo
para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em
busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou
chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de
que ainda se vive.
Deixo aqui uma prova desse carinho, uma demonstração de amor, sublime, como só o amor consegue ser. Este poema de Vinicius de Morais que se segue foi-me dedicado pela minha cunhada Carmen.
Procura-se um amigo
Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimentos,
basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber
ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol,
da lua, do canto, dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor,
um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse
amor.. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam
consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que
seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos
são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja todo
impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de
perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que
isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objetivo
deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoa tristes e
compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e
lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova,
quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de
orvalhos, de grandes chuvas e das recordações de infância.
Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se
viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações,
dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de
água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da
chuva, de se deitar no capim.
Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a
vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo
para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em
busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou
chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de
que ainda se vive.
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