sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Frase do dia

Também pode ser uma frase da vida...;)

«Vivemos no passado ou no futuro, estamos constantemente à espera de que chegue algum momento especial em que a vida se revele no seu pleno significado. E não damos pela vida a correr, como água, por entre os  nossos dedos.»


Autor desconhecido

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Cumprir a tradição

Ontem, estive a decorar a casa, (mais precisamente a sala e a porta!...) vestindo tudo com as cores do Natal. A árvore, a minha meia (que não fica na lareira, porque não tenho...), o pequeno presépio... enfim, tudo fica mais quentinho!
Esta é uma daquelas tradições que gosto. Todos os anos, espero o Natal desta forma. Já fui "Grinch" 2 ou 3 anos...mas regressei à minha origem: gostar do Natal e, acima de tudo, o que ele representa para mim: família, humanidade, alegria, luz, calor, paz, amor.
E que este ano se continue a cumprir a tradição, com a família maior e no calor do lar!...

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Dia Internacional da Pessoa com Deficiência

Hoje comemorou-se este dia. Eu desconhecia, mas esta é uma das vantagens de se trabalhar no mundo da educação. ;)
Poderíamos dizer que todos estes dias que se resolveu marcar no calendário são um exagero. Como se costuma dizer por aí: "Isto agora há dias para tudo!..." Por vezes, também me parece que sim. No entanto, neste caso, considero este dia bastante importante, porque nunca é demais lembrar que há pessoas que possuem deficiências que as impedem, de algum modo, de levar a chamada vida normal.
Assim, penso que é bom parar para pensar sobre o assunto, (nem que seja pelo menos uma vez por ano!...).
Estas pessoas precisam, muitas vezes, somente de um pequeno gesto dos outros, uma pequena alteração, que não faz diferença a quem não possui essas características, mas que faz toda a diferença para elas. E são felizes apenas com isso. Sim, pois estas pessoas são, regra geral, felizes, pois sabem dar valor ao melhor da vida, às coisas mais simples. Deste modo, nós (os outros) precisamos bem mais delas do que o contrário. Precisamos de aprender a valorizar realmente a vida.
Eu tenho consciência que preciso de aprender. Já valorizo a vida um pouco mais hoje do que ontem. E, assim, quero continuar. Tenho muito para aprender.


Este poema de António Gedeão (Poesias Completas, 1956-1967) estava escrito num folheto que foi distribuído na escola onde trabalho. não conhecia, mas devo dizer que gostei bastante de o ler. Uma vez mais a poesia genial deste escritor. Mostra (ou parece querer mostrar) que somos todos iguais, apesar das diferenças. E, ao mesmo tempo, que essas diferenças existem e devem ser respeitadas. Na minha opinião, ainda bem que existem essas diferenças!

Pastoral

Não há, não, 
duas folhas iguais em toda a criação.


Ou nervura a menos, ou célula a mais,
não há, de certeza, duas folhas iguais.


Limbo todas têm,
que é próprio das folhas;
pecíolo algumas;
baínha nem todas.
Umas são fendidas,
crenadas, lobadas,
inteiras, partidas,
singelas, dobradas.


Outras acerosas, 
redondas, agudas,
macias, viscosas,
fibrosas, carnudas.


Nas formas presentes,
nos actos distantes,
mesmo semelhantes
são sempre diferentes.


Umas vão e caem no charco cinzento,
e lançam apelos nas ondas que fazem;
outras vão e jazem
sem mais movimento.


Mas outras não jazem,
nem caem, nem gritam,
apenas volitam
nas dobras do vento.


É dessas que eu sou.

Dia Mundial de Luta contra a SIDA

Anteontem, comemorou-se este dia. Parece-me bastante importante comemorar estes dias, pois por incrível que me possa parecer, ainda há bastante desconhecimento em relação a esta doença. Seja por falta de informação (o que não me parece) ou por falta de vontade ou desleixo das pessoas, estas ainda desconhecem características básicas da doença e medidas de prevenção. Em muitos casos, há ainda noções erradas acerca do modo de transmissão.
Verifiquei isso em conversa com as minhas alunas no dia anterior. Fiquei um pouco surpreendida com algumas dúvidas por elas colocadas ao responderem a um questionário acerca do tema.
Ainda assim, os pais e encarregados de educação deste nosso país manifestam-se contra a educação sexual nas escolas. De facto, não faz falta nenhuma, pois não?!

Isto só acontece, pois no nosso país, a palavra sexo, quer queiramos quer não, ainda significa tantas vezes (demasiadas para o nosso bem) tabú, vergonha, insegurança, dúvida, silêncio. E, por mais que o silêncio seja de ouro, neste caso é... como hei-de dizer? acima de tudo, estúpido!...